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  • Mônica Bergamo

DEFICIÊNCIA DE TESTOSTERONA EM JOVENS

Que a testosterona diminui ao passar dos anos, já é de conhecimento de muitos homens. A andropausa como é conhecida, já vem sendo tratada com a terapia de reposição de testosterona na prevenção de diversos quadros desenvolvidos a partir da queda da testosterona, principalmente quando falamos na saúde do coração. Qualquer tratamento deve ser orientado por um profissional, aonde devem ser realizados testes e dosagens ajustadas de acordo com a fisiologia de cada homem e seus níveis afetados.


A administração de testosterona transdérmica é uma método muito utilizado nos dias de hoje, mas antes de ser iniciado o tratamento, exames de saliva e sangue devem ser realizados para avaliar a absorção da testosterona pelo organismo, evitando problemas de sobredosagem para alcançar níveis séricos “normais”.


É de conhecimento de todos que a queda dos níveis de testosterona é uma batalha que os homens mais velhos já aguardam ao passar dos anos, mas o que vem nos preocupando, e através desse fato, resolvi fazer esse post, são os níveis baixos de testosterona em jovens.


Estudos recentes identificaram uma ligação entre a má saúde e os baixos níveis de testosterona em homens mais jovens, sendo um dos fatores no desenvolvimento de doenças crônicas, riscos cardiometabólicos e medidas de força de preensão manual.


A deficiência de testosterona total foi definida como nível sérico <300 ng / dL, e observada em:

  • 22,6% dos homens jovens (20-39 anos);

  • 35,8% dos homens de meia-idade (40-59 anos);

  • 34,6% da faixa etária mais avançada (60 anos ou mais).

Os níveis baixos de testosterona total foram identificados como influenciadores no desenvolvimento de doenças crônicas e múltiplas doenças (multimorbidade). As doenças mais prevalentes em homens jovens com deficiência de testosterona total foram: obesidade abdominal, diabetes, doença cardiovascular, hipertensão, depressão clínica, baixo colesterol HDL e triglicérides elevados.


A obesidade abdominal, conhecida também como "adiposidade central", é um grande fator de risco cardiometabólico que está ligado ao desenvolvimento de doenças crônicas como resistência à insulina, síndrome metabólica e diabetes.


Os homens em geral com baixa testosterona e baixa globulina de ligação a hormônios sexuais (SHBG) que não possui síndrome metabólica ou diabetes, não significa que são mais propensos a desenvolver resistência à insulina ou diabetes. A SHBG é a principal proteína de ligação à testosterona na circulação e controla amplamente a disponibilidade de testosterona livre nos tecidos e também afeta a quantidade total de testosterona circulante. Quanto mais SHBG, maior a quantidade de testosterona total transportada pela circulação e vice-versa.


A obesidade é conhecida por diminuir os níveis de SHBG enquanto o envelhecimento os aumenta, mas o efeito da obesidade em diminuir SHBG é maior do que o efeito do envelhecimento em sua elevação total de testosterona. O baixo SHBG também é um substituto da resistência à insulina, devido à sua forte associação negativa com os níveis de insulina em jejum.

A supressão da produção de SHBG hepática na resistência à insulina é mediada pela lipogênese induzida por monossacarídeos, que reduz os níveis de transcrição hepática que controla o promotor do SHBG. Com essas informações conseguimos chegar a conclusão de que homens jovens que estão demonstrando uma tendência à resistência à insulina terão baixa SHBG e baixo testosterona total.


Quando falamos de multimorbidade, os influenciadores dos baixos níveis de testosterona total em homens jovens são identificados através de mecanismos que buscam explicar casos como adiposidade central e resistência à insulina, entre outros:

  • Baixo SHBG está associado à adiposidade, resistência à insulina e redução nos níveis de testosterona total;

  • A aromatase presente no tecido adiposo usa a testosterona na medida que se converte em estradiol, o que então reduz a produção de testosterona nas células através de feedback negativo sobre o sistema hipotalâmico;

  • A resistência à insulina inibe a produção de testosterona nas células.

Os homens que apresentam baixa testosterona total antes de obter adiposidade central, são levados em consideração o estilo de vida sedentário ou alta ingestão de carboidratos refinados. O estilo de vida e hábitos alimentares possuem influencia na produção de SHBG através da exposição a monossacarídeos hepáticos, levando a baixa testosterona e risco de obesidade.


Aderir a um estilo de vida saudável através de uma alimentação adequada e exercícios físicos é a chave para aumentar naturalmente a produção de testosterona endógena.


Na medida em que a adiposidade e os níveis de insulina diminuem através da perda de peso, o SHBG aumenta, elevando os níveis de testosterona total. Já foi comprovado que a alimentação adequada e a pratica de atividades físicas auxiliam no aumento natural de testosterona total, que por sua vez combate quadros de diabetes tipo 2, controle glicêmico e síndrome metabólica, mas apenas com a reposição de testosterona e níveis adequados os resultados são mais eficazes.


Os quadros de estresse também são grandes vilões quando falamos em queda da testosterona total em homens jovens. Os elevados níveis de cortisol por longos períodos promovem mudanças metabólicas que muitas vezes levam ao aumento de adiposidade visceral (central) e a resistência à insulina, diminuição de SHBG e testosterona total.


Antes de procurar um médico, analise o seu estilo de vida e procure modificar alguns de seus hábitos. Perder peso, praticar atividade física, saber lidar com o estresse crônico e melhorar a alimentação, são ótimos pontos de partida. Procure alternativas naturais para melhorar a sua taxa de testosterona e melhorar a sua vitalidade e energia.


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