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  • Mônica Bergamo

SII, COLITE, SIBO E DOENÇA DE CROHN: Já ouviu falar?

Atualizado: 4 de Set de 2019

Quando nosso intestino não está bem, é fácil saber. Agora saber qual o motivo, já pode ser mais difícil.


Você já deve ter ouvido falar da síndrome do intestino irritado (SII), crescimento excessivo de bactérias no intestino delgado(SIBO), colite ulcerosa e doença de Crohn. Esses distúrbios intestinais são condições distintas. Porém, seus sintomas geralmente se sobrepõem através de dores abdominais, diarreia e uma necessidade urgente de ir ao banheiro.

Esses problemas digestivos também podem compartilhar de alguns parasitas e microbiomas intestinais prejudiciais a saúde. Mas você sabe a diferença entre IBS, SIBO, colite ulcerativa e doença de Crohn?


A síndrome do intestino irritável (SII), está ligada a problemas digestivos crônicos que não tem uma causa clara, e segundo alguns estudos afeta 20% da população americana. Os sintomas incluem dor abdominal crônica, hábitos intestinais irregulares, diarreia e constipação.


Obter um diagnóstico de IBS não é fácil, normalmente nós médicos descartamos outras condições possíveis primeiro, como colite ulcerosa, doença de Crohn ou doença celíaca. Depois que essas causas são descartadas, conseguimos chegar ao diagnostico de IBS.


Muitos especialistas não sabem a causa exata do SII (síndrome do intestino Irritável), mas conseguiram identificar possíveis fatores que levam a predisposição dessa condição.


Identificar os fatores de risco do IBS é fundamental para buscar o tratamento ideal. Alguns fatores de risco para IBS incluem:

  • Infecção intestinal: o IBS pode ocorrer após intoxicação alimentar ou água contaminada por Giardia. Além disso, o IBS pode se enraizar após uma infecção bacteriana por Clostridium difficile.

  • Gênero: Constipação é mais comum em mulheres do que em homens. Isso pode estar relacionado a diferenças hormonais e variações genéticas.

  • Desequilíbrio de microbiota: o IBS está associado a uma perturbação na composição do seu microbioma intestinal.

  • Neurotransmissores: se o microbioma estiver desalinhado também estará a produção dos neurotransmissores.

  • SIBO: O SIBO não é apenas um problema intestinal por si só, mas também pode contribuir para os sintomas da SII. O uso de antibióticos pode aumentar o risco de SIBO.

  • Crescimento excessivo de fungos (SIFO): principalmente causado pela Cândida.

  • Trauma ou estresse: esses fatores podem não ser a única causa de SII, mas podem aumentar o risco de problemas intestinais. Além disso, a dificuldade de lidar com o estresse pode piorar os sintomas da SII.

Um fator geralmente esquecido na SII são as infecções por parasitárias. Alguns parasitas interferem na sua motilidade intestinal, resultando em diarreia ou constipação. Eles também podem desencadear dor abdominal, inchaço e desequilíbrio nos neurotransmissores.


O SIBO é o crescimento bacteriano de bactérias normais ao intestino grosso no intestino delgado. Os sintomas da SIBO incluem inchaço abdominal, dor, excesso de gases e diarreia, além de interferir na sua absorção de nutrientes.


As analises para diagnosticar essa condição, são realizadas através de testes respiratórios especializados.


O mau funcionamento da válvula intestinal e SIBO se deve diante do mau funcionamento da válvula ileocecal, responsável por controlar o movimento de ambas as partes. Esse mau funcionamento possui diferentes razões, sendo uma delas por parasitas.


Os parasitas pendurados próximo a válvula ileocecal podem impedir que ela se feche, dando passagem para vermes parasitas como Ascaris e Anisakis migrarem para essa área do intestino. Eles podem obstruir fisicamente a área da válvula ou causar inchaço impedindo que ela se feche.


Se a válvula ileocecal estiver aberta, o conteúdo do intestino grosso poderá vazar para o intestino delgado, incluindo bactérias indesejadas.


Essas bactérias nocivas podem roubar nutrientes, que com o tempo causam sérios problemas de saúde como déficit nutricional. Os micróbios também podem liberar toxinas que causam inflamações intestinais.


Pessoas com histórico de cirrose hepática e cicatrizes extensas tendem a ter uma motilidade intestinal mais lenta. Isso dá aos micróbios mais tempo para se alimentar de nutrientes no intestino e se multiplicar.


A má saúde do fígado também contribui na SIBO. Quando os ductos biliares estão entupidos, menos bile entra no intestino delgado. Níveis mais baixos de bile no intestino estão ligados ao crescimento bacteriano. Isso pode acontecer porque a bile tem propriedades antimicrobianas.


Além disso, os parasitas podem interferir na saúde do fígado, obstruindo os ductos biliares. As lombrigas de Ascaris lumbricoides são comumente encontrados em ductos biliares.


Resumindo, os problemas de saúde hepática e parasitas podem diminuir a motilidade intestinal e reduzir os níveis de bile no intestino, aumentando o risco de SIBO.


Outros fatores que podem levar ao desenvolvimento de SIBO, incluem a alimentação, uso de medicamentos e doenças.


Se a sua alimentação possui altos níveis de açúcar e outros carboidratos refinados, seu risco de SIBO pode aumentar. O açúcar pode alterar o equilíbrio do microbioma intestinal, favorecendo o crescimento excessivo de bactérias e fungos prejudiciais como Candida.


Além disso, medicamentos para azia que reduzem o ácido estomacal e o uso frequente de antibióticos aumentam o risco de SIBO.


A disfunção da tireoide ou hipotireoidismo também têm sido associados ao aumento do risco de SIBO. Porém, pesquisadores sugerem que esse risco aumentado é resultado do uso de levotiroxina (um medicamento sintético da tireóide).


Outros distúrbios que podem aumentar o risco de SIBO incluem:

  • Doença de Crohn;

  • Doença celíaca;

  • Diabetes;

  • Gastroparesia (esvaziamento lento do estômago);

  • Mal de Parkinson;

  • Esclerodermia (doença auto-imune);

  • Pancreatite crônica.

Todas essas doenças podem afetar seu trato digestivo. Elas podem diminuir a velocidade e impedir que sua válvula ileocecal funcione corretamente.


Outra condição conhecida é a colite ulcerosa, uma doença inflamatória intestinal (DII) e a doença de Crohn, ambas são doenças crônicas que causam inflamações no intestino. Os sintomas podem surgir e diminuir em ciclos que podem durar semanas ou meses.


A colite ulcerosa afeta o intestino grosso também chamado de cólon. Úlceras (feridas) se desenvolvem no revestimento interno do cólon. Essas úlceras geram pus e muco. Isso causa cólica e diarreia. As úlceras também nos fazem evacuar sangue junto as fezes. Essa condição é um sinal de problema além do IBS.


Embora a colite ulcerosa seja uma doença bem conhecida, os especialistas não sabem ao certo o que a causa. Certos fatores podem aumentar o risco, como:

  • Genética;

  • Sistema imunológico intestinal hiperativo;

  • Fraca saúde do microbioma intestinal.

Além disso, um ambiente inflamatório no intestino pode deixar uma brecha para infecções, como Candida, e o crescimento excessivo desta levedura pode dificultar a cura da colite ulcerosa.


Drogas como corticoides são frequentemente usados para reduzir as inflamações de DII. Porém muitas vezes ela pode agravar a doença. No entanto existem diferenças


A doença de Crohn é o outro distúrbio importante sob a égide da DII. Semelhante à colite ulcerosa, a doença de Crohn pode causar inflamações e feridas graves no trato digestivo. Isso resulta em dores abdominais e diarreia com sangue.


No entanto, existem diferenças distintas entre os dois principais tipos de DII. Para entender a diferença entre a doença de Crohn e a colite ulcerosa, devemos considerar fatores-chaves:


O que é afetado: A colite ulcerosa afeta apenas o intestino grosso. A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato digestivo. Isso inclui tudo, desde boca ao ânus, em alguns casos, afeta o estômago e causa náuseas.


Principal alvo do seu intestino: A doença de Crohn afeta mais comumente a última parte do intestino delgado e a primeira parte do intestino grosso. A colite ulcerosa por outro lado afeta todo o intestino grosso, incluindo a porção final chamada reto.


Ocorrência irregular: As porções do intestino afetadas pela doença de Crohn podem ser irregulares. Isso pode afetar algumas partes, mas pula áreas adjacentes. A inflamação da colite ulcerosa não pula manchas próximas do intestino.


Qual a profundidade: Os danos da doença de Crohn podem atravessar toda a parede do intestino. Por outro lado, a colite ulcerosa afeta apenas o revestimento interno do cólon. Não vai fundo na parede do intestino.


Pouco se sabe ainda o que causa a colite ulcerosa e doença de Crohn, o que sabemos no momento é que ambas compartilham de fatores de risco semelhantes. Isso inclui genética, sistema imunológica hiperativo e problemas de microbioma. Além disso, o tabagismo é um fator de risco para a doença de Crohn.


Não importa qual condição intestinal você tenha, geralmente a solução requer a remoção de toxinas e tratamentos para infecções crônicas. Mudanças na alimentação e no estilo de vida também podem ajudar.


Siga algumas estratégias para ajudar a lidar com seus problemas intestinais:

  • Suporte a drenagem e desintoxicação - Uma boa drenagem é essencial para livrar o corpo de toxinas que podem comprometer a saúde intestinal. Um intestino doentio, carregado de contaminantes, pode se tornar um terreno fértil para patógenos.

As formas de apoiar a drenagem e a remoção de toxinas, bem como a saúde intestinal, incluem:


Ervas: a constipação pode ocorrer no SII. No mínimo, você precisa fazer cocô diariamente para se livrar das toxinas. Fazer cocô 2 à 3 vezes por dia é fundamental para desintoxicar e para auxiliar na eliminação, algumas ervas podem lhe ajudar, como absinto e folha de senna.

TUDCA: Este componente solúvel em água da bílis também está disponível como um suplemento. TUDCA ajuda a estimular a liberação de bile no seu intestino. A bile é a principal via para eliminar toxinas através das fezes. Um bom fluxo biliar também pode reduzir o risco de SIBO.

Ervas para o fígado: A inflamação do fígado geralmente acompanha distúrbios intestinais. Ervas que suportam sua função hepática podem ajudar a aliviar a inflamação, como cardo de leite e salsa.

Carbonos Bioativos: Esses extratos fúlvicos e de ácido húmico à base de plantas ajudam a limpar as toxinas. O BioActive Carbon também contém tudo o que uma célula precisa para uma função ideal. Ele não apenas retira o lixo, mas também fornece materiais para restaurar e reconstruir seu intestino.

  • Trate parasitas e outras infecções crônicas - Como mencionado anteriormente, os parasitas e o crescimento excessivo de Candida às vezes estão na raiz das condições intestinais. De fato, às vezes os problemas intestinais são diagnosticados como DII quando são realmente infecções parasitárias.

Você pode combater os parasitas com misturas de ervas que apoiam o sistema imunológico, como: manjericão, triphala e extrato de cravo.


Para auxiliar na remoção de parasitas, tome sementes de Mimosa pudica. Ela agarra parasitas e outros patógenos para que você possa excretá-los nas fezes. Além disso, ela pode fornecer antioxidantes e nutrientes protetores para ajudar a reconstruir o tecido intestinal.


Outra alternativa ou trunfo seria na utilização de certos óleos essenciais, como óleo de orégano e óleo de tea tree para auxiliar na eliminação dos parasitas.


  • Atividades Físicas - Não é segredo algum que a atividade física é essencial para uma boa saúde. E a pratica regular pode proporcionar alguns benefícios extras quando você está buscando superar problemas de parasitas e intestinos.

Em estudos com pessoas com doenças intestinais, os participantes relataram que a atividade física regular ajudou à:

  • Melhorar o sono;

  • Levantar o humor;

  • Diminuir o estresse.

A atividade física também pode ajudar a fortalecer seu sistema imunológico para combater os parasitas, além de ajudá-lo a se livrar das toxinas.


O movimento é essencial para drenar a linfa do seu corpo, que coleta toxinas. Sem atividade física regular, as toxinas podem se acumular no seu sistema linfático.

  • Mude a sua alimentação - Seguir um padrão alimentar ao estilo ocidental, rica em proteínas animais e carboidratos refinados, mas pobre em fibras, pode ser uma má ideia para o seu intestino. Esses fatores alimentares estão relacionados à má saúde do microbioma intestinal e ao aumento do risco de distúrbios digestivos.


Carboidratos refinados como açúcar aumentam a inflamação. Isso pode piorar as condições intestinais como IBD e SIBO. Além disso, o açúcar pode ajudar a multiplicar Candida, parasitas e bactérias indesejadas.


Portanto, revise a sua alimentação em busca de açúcares escondidos que podem estar aumentando seus problemas digestivos.


Você também pode achar útil evitar o glúten, uma proteína do trigo, cevada e centeio. O glúten pode aumentar a permeabilidade intestinal ou intestino permeável. Isso contribui para problemas digestivos. Além disso, uma alimentação à base de plantas ricas em fibra pode proporciona um microbioma saudável.


Se você estiver em uma dieta relativamente pobre em fibras, aumente gradualmente sua ingestão de fibras. Mas se você estiver tendo surtos de colite ulcerosa, pode ser necessário restringir a ingestão de fibras por enquanto. Adapte sua dieta às suas necessidades e tolerâncias individuais.


A abordagem desses fatores pode ajudar a colocá-lo de volta no caminho para uma vida plena e saudável.


A resolução de distúrbios intestinais começa com a raiz do problema. Vários fatores podem contribuir para o risco dessas condições, mas você pode controlar. Você pode expulsar parasitas, mudar sua alimentação e aumentar sua drenagem e desintoxicação. Esses fatores são frequentemente culpados ocultos em problemas intestinais.


Ervas antiparasitárias, BioActive Carbon, ervas de suporte ao fígado, TUDCA e ervas de suporte à linfa podem ajudar a sua saúde intestinal. Uma dieta saudável com pouco açúcar e atividade física regular também podem ajudar.


Essas abordagens podem lhe ajudar a curar o seu intestino!


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