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  • Mônica Bergamo

PEPTÍDEOS TERAPÊUTICOS

Atualizado: 29 de Jul de 2019

A terapia peptídica vem ganhando casa vez mais espaço nos últimos anos como uma nova abordagem para retardar o envelhecimento e tratar doenças.

Mas antes de começarmos a falar sobre retardar o envelhecimento e tratar doenças, vocês sabem o que são peptídeos?

Os peptídeos são pequenas proteínas que atuam como moléculas de sinalização altamente específicas em muitas funções cruciais em nosso corpo, incluindo produção de hormônios, sinalização celular e comunicação célula a célula.


Os peptídeos possuem propriedades atrativas e desejáveis ​​como ponto de partida para o desenvolvimento de fármacos. Essas pequenas moléculas de ligação a receptores oferecem muitas vantagens, como:

  • Baixa toxicidade;

  • Alta diversidade química e biológica;

  • Alta potência e especificidade;

  • Boa eficácia, segurança e tolerabilidade;

  • Ampla gama de alvos;

  • Baixa acumulação nos tecidos.

Os peptídeos terapêuticos estão envolvidos em praticamente qualquer processo celular.


Agora vamos falar, sobre quais tipos de doença os peptídeos podem tratar.


Os peptídeos podem ser usados ​​para tratar uma ampla gama de doenças. A lista de condições potenciais que podem se beneficiar de peptídeos é quase infinita, mas vou citar alguns:

  • Insônia:

  • Inflamação;

  • Câncer;

  • Demência;

  • Lesão articular;

  • Doença inflamatória intestinal;

  • Fibromialgia;

  • Doença de Lyme;

  • HIV e infecções crônicas (HBV,HCV,CMV, etc.)

  • TCE;

  • Disfunção erétil, baixa libido;

  • Tireoidite de Hashimoto.

Atualmente estão disponíveis 3 tipos de terapia a base de peptídeos, entre elas estão:


Timosina – Ela estimula o desenvolvimento de células brancas do sangue chamadas linfócitos T ou células T. Por seus papéis na regulação do sistema imunológico, as timosinas (também são conhecidas como peptídeos tímicos) são chamadas de peptídeos imunomodulatórios.


Existem dois peptídeos tímicos comumente usados ​​na terapia peptídica: Timosina alfa 1 (Tɑ1) e timosina beta 4 (Tβ4). Ambos os peptídeos possuem importante atuação na aplicação clínica, modulação de respostas imunológicas, neuroplasticidade, formação de vasos sanguíneos, etc.


Estudos mostraram que a deterioração gradual do sistema imunológico associada à idade, é resultado de um desequilíbrio de TH1 e TH2. As células TH1 e TH2 secretam proteínas chamadas citocinas que exibem efeitos protetores.


As células TH1 lidam com patógenos que ficam dentro das células, como bactérias e vírus. Já as células TH2 lidam com parasitas que atacam de fora das células, como toxinas e alérgenos.


Para se ter um sistema imunológico bem equilibrado, ambos precisam trabalhar juntas. Caso isso não ocorra, um aumento em TH2 em relação ao TH1, pode gerar alguns problemas de saúde conhecidos, como:

O TH1 funciona como um imunomodulador, restaurando o equilíbrio TH1/TH2, diminuindo TH2 quebrando o ciclo dessas doenças acima citadas.


Estudos também demonstraram que o TH1 pode beneficiar uma ampla gama de condições, incluindo:

Timosina Beta 4 (T4) - A timosina beta 4 também é produzida na glândula timo e pode ser encontrado em todas as células humanas, tipicamente encontrado em altas concentrações nas células envolvidas na cicatrização e feridas.

  • Apesar de ser um peptídeo de apenas 43 aminoácidos, o T4 está envolvido na modulação de uma ampla gama de atividades regenerativas. Quando o processo de cicatrização da ferida começa, o T4 ajuda:

  • Promovendo a formação de novos vasos sanguíneos para a área lesada que transportam substâncias reparadoras;

  • Aumentando a inflamação “boa” que pode ajudar a ferida a cicatrizar mais rapidamente;

  • Aumentando a quantidade de proteínas construtoras de células, como a actina;

  • Restauração da estrutura e metabolismo dos tecidos;

  • Promovendo o crescimento do cabelo;

  • Reduzindo dor aguda e crônica.

  • A partir de suas propriedades anti-inflamatórias, é fácil ver o potencial da T4. Ela se mostrou eficaz em vários modelos de lesões, como lesão cerebral traumática, acidente vascular cerebral, lesão da medula espinhal, um modelo de esclerose múltipla, diabetes e danos cardíacos resultantes da redução do fluxo sanguíneo.

BPC 157 - Pentadecapeptídeo BPC 157 é uma seqüência sintética do composto de proteção do corpo (BPC), uma proteína que é produzida naturalmente no trato gastrointestinal (GI). Mas os efeitos do BPC 157 vão além do trato gastrointestinal. Estudos revelaram que ele influencia:

  • Reparação de tecidos;

  • Formação de novos vasos sanguíneos;

  • Manutenção da integridade da mucosa intestinal;

  • Diminuindo mediadores inflamatórios;

  • Taxas de crescimento;

  • Melhorando a função digestiva;

  • Traumatismo craniano;

  • Protegendo o fígado de toxinas.

Os estudos sobre o mecanismo BPC 157 ainda não foram finalizados, existem evidencias que o peptídeo pode estar envolvido na ativação e regulação do receptor do fator de crescimento endotelial vascular 2 (VEGFR2), no aumento da expressão do receptor do hormônio de crescimento e na via da FAK-paxilina . O BPC 157 tem um grande potencial no tratamento de doenças crônicas, como HIV, diabetes, doenças cardiovasculares e doenças autoimunes. Cerebrolysin - É um nootrópico, uma droga sintética que pode melhorar as funções cognitivas, como memória, criatividade e motivação. Em vez de ser um único peptídeo, Cerebrolysin é uma mistura de peptídeos muito pequenos derivados de cérebros de porcos. O pequeno tamanho de Cerebrolysin significa que ele pode atravessar as barreiras hemato-encefálicas e do líquido cefalorraquidiano e agir diretamente sobre os neurônios centrais e periféricos. O Cerebrolysin possue efeitos neuroprotetores. Foi demonstrado que é eficaz quando usado para:

Graças ao avanço da medicina, a terapia com peptídeos pode oferecer maneiras inovadoras de fornecer medicamentos altamente potentes e econômicos. Além de trazer novas oportunidades quase infinitas de novas terapias com peptídeos.


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