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  • Mônica Bergamo

PRODUTOS QUÍMICOS ESTÃO DESTRUINDO O NOSSO SISTEMA ENDÓCRINO.

Atualizado: 18 de Jul de 2019

É de conhecimento de todos que estamos vivendo num mundo cheio de toxinas. Aonde os microplasticos já estão sendo encontrados nos peixes que comemos, os pesticidas estão sendo utilizados sem restrições e a água que bebemos está contaminada com um número infinito de produtos químicos e metais pesados.

Esses produtos químicos tóxicos, que desregulam o nosso sistema endocrinológico, são conhecidos como disruptores endócrinos. O sistema endócrino controla diversos sistemas em nosso corpo através da linguagem dos hormônios, que vão da libido ao apetite e padrões de sono.


Para manter a homeostase em nosso organismo, as glândulas endócrinas precisam liberar quantidades precisas de hormônios. Se esse desequilíbrio for alterado por disruptores endócrinos ocorrerão graves problemas no sono, apetite, tireoide, produção de hormônios sexuais, metabolismo de hormônios , dentre outros.


Os produtos químicos de desregulação endócrina (EDCs) são substâncias químicas naturais ou artificiais que interferem com os processos hormonais normais. O problema com os EDCs é que muitos deles são encontrados em produtos que você pode ter em sua casa ou em sua comida e água. Torna-se quase impossível evitá-los.


Os hormônios desempenham um papel crucial para a saúde. Além de regular o desenvolvimento sexual durante a adolescência, eles são substancias essenciais para um sistema imunológico saudável.


A presença dos EDCs em quase tudo que consumimos é preocupante. Os mecanismos pelos quais os EDCs trabalham são:

  • Imitando hormônios: alguns EDCs imitam hormônios naturais e induzem o corpo a responder. Esta super estimulação pode eventualmente levar a uma diminuição da sensibilidade ao hormônio;

  • Bloqueando hormônios: os EDCs podem se ligar ao receptor de um hormônio em uma célula e bloquear os hormônios naturais de se ligarem. O processo de sinalização normal não ocorre e, portanto, o corpo não pode responder adequadamente;

  • Interferindo com a produção e regulação de hormônios: Os EDCs podem afetar como os hormônios são feitos, controlados, degradados ou armazenados em nossos corpos;

  • Modificando a sensibilidade do corpo aos hormônios: Ao se ligarem aos receptores de hormônios, os EDCs podem alterar a resposta do corpo, criando um que seja mais poderoso ou menos poderoso que o original. Os EDCs também podem criar uma resposta totalmente diferente.

Resumindo um pouco todo esse processo. Ao interferirem nos processos hormonais naturais, os EDCs podem afetar as funções normais de nossos tecidos e órgãos.


Para quem não sabe, o sistema endócrino é formado por glândulas que produzem e secretam hormônios utilizados pelo corpo para multitarefas e funções. Os hormônios são mensageiros que circulam pelo corpo em busca de células-alvo. Atualmente foram identificados 50 tipos de hormônios no corpo humano.


Algumas das funções que esses hormônios são responsáveis, incluem:

  • Dormir;

  • Humor;

  • Metabolismo;

  • Níveis de açúcar no sangue;

  • Desenvolvimento do cérebro e sistema nervoso central;

  • Crescimento e desenvolvimento;

  • Função tecidual;

  • Reprodução;

  • Percepção sensorial.

Essas funções são executadas através do sistema endócrino, que é formado pelo:


  • Hipotálamo: uma pequena região do cérebro que conecta o sistema endócrino e nervoso por meio da glândula pituitária. Responsável por manter a homeostase do corpo regulando a produção de hormônios da glândula pituitária;

  • Hipófise: é um pequeno órgão encontrado na base do cérebro, conhecido como a "glândula mestra" por desempenhar um papel de extrema importância na produção de hormônios que direcionam certos processos no corpo e estimulam outras glândulas. Ele também é conhecido por armazenar alguns hormônios. Alguns dos hormônios produzidos pela glândula pituitária são: a adrenocorticotrofina, o hormônio estimulador da tireoide, o hormônio folículo estimulante e a prolactina;

  • Pineal: A glândula pineal é outra pequena glândula endócrina no cérebro que produz melatonina;

  • Tireóide: A glândula tireoide é um órgão em forma de borboleta localizado no pescoço e é responsável pela produção de hormônios que regulam o metabolismo. Os hormônios tireoidianos regulam muitas funções vitais do corpo, algumas das quais incluem: manutenção do peso corporal, frequência cardíaca, respiração, força muscular, ciclos menstruais, temperatura corporal, níveis de colesterol, sistemas nervosos centrais e periféricos e evacuações;

  • Paratireóide: As glândulas paratireóides consistem em quatro pequenas glândulas localizadas atrás da glândula tireóide. Essas glândulas mantêm os níveis de cálcio do corpo sob controle rígido, produzindo o hormônio da paratireóide. Esta regulação é essencial para manter o bom funcionamento do coração, rins, ossos e sistema nervoso;

  • Adrenal: Mais conhecido por produzir adrenalina, o hormônio da "luta ou fuga", as glândulas supra-renais estão ligadas ao topo dos rins e são constituídas pelo córtex supra-renal (a parte externa) e pela medula supra-renal (a parte interna). O córtex adrenal produz alguns hormônios conhecidos, como o cortisol.

  • Timo: Este pequeno órgão está localizado atrás do esterno e entre os pulmões. Embora não seja ativo durante toda a vida útil, ele ajuda o organismo a produzir o hormônio timosina e células brancas do sangue chamadas linfócitos T, que desempenham papéis vitais no sistema imunológico da criança;

  • Pâncreas: Embora seja comum pensar que o pâncreas está envolvido apenas na digestão, ele também tem uma função endócrina. Ele secreta hormônios diretamente na corrente sanguínea. Os dois principais hormônios pancreáticos são a insulina e o glucagon, que ajudam o corpo a regular os níveis de açúcar no sangue;

  • Gônadas: As gônadas são as glândulas sexuais no corpo. Nos machos, os testículos produzem testosterona, responsável pelo desenvolvimento de ombros largos, crescimento dos pêlos faciais e corporais, crescimento do pênis, aumento da massa muscular e óssea. Nas fêmeas, os ovários produzem primariamente estrogênio e progesterona, que ajudam a desenvolver seios, aumentam a pelve, permitem maior distribuição de gordura nos quadris, coxas e seios, e regulam o ciclo menstrual.

Como podemos ver existem inúmeras funções e órgãos que funcionam em harmonia para nos manter saudáveis. O desequilíbrio ou falta de alguma substância implica em diversos efeitos que comprometem o sistema endócrino.


Existem cerca de 8.000 substâncias químicas produzidas pelo homem, e sem sabermos, estamos em contato diariamente com elas, incluindo os EDCs.


O Environmental Working Group (EWG) divulgou uma lista dos 12 piores vilões diante dos EDCs, conhecidos como "Dirty Dozen”.


  • Bisfenol A (BPA): Esse ingrediente é popularmente utilizado na fabricação de certos tipos de plásticos, como embalagens plásticas, brinquedos, equipamentos de saúde e utensílios de cozinha. Ao tocarmos em um recibo de caixa registradora impressos termicamente já nos expõem ao BPA. O EWG informa que cerca de 93% dos americanos têm BPA em seus corpos. Os perigos do BPA para a sua saúde foram esclarecidos por décadas de pesquisa. Ele imita o hormônio sexual estrogênio, enganando o seu corpo. Por interagir com receptores de estrogênio e vias de sinalização que dependem deles, o BPA tem sido associado a vários problemas de saúde, incluindo: Infertilidade (feminina e masculina), puberdade precoce, câncer de mama, câncer de próstata, síndrome dos ovários policísticos (SOP), obesidade e doença cardíaca. Para evitar o contato com BPA, evite comidas enlatadas e pesquise companhias que não usam BPA e produtos químicos similares em seus produtos. Escolha comida fresca sempre que possível. Diga não aos recibos de caixa registradora impressos termicamente, e evite plásticos de policarbonato e recipientes de plástico para micro-ondas.

  • Dioxina: As dioxinas são alguns dos químicos mais tóxicos conhecidos pelo homem. Elas são compostas por subprodutos não intencionais de processos industriais que queimam compostos químicos à base de cloro com hidrocarbonetos. A EPA e a Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmaram que as dioxinas são carcinogênicas. Mas o que torna as dioxinas incrivelmente prejudiciais à saúde, é que não parece haver um nível seguro de exposição. As dioxinas também estão relacionadas a defeitos congênitos graves, abortos espontâneos, diminuição da fertilidade, contagens de espermatozoides reduzidas, dificuldades de aprendizado, problemas de pele e pulmão, endometriose, diabetes e muitos outros problemas de saúde. Para piorar as coisas, as dioxinas são persistentes em nossos corpos e no meio ambiente. De acordo com o Centro de Saúde, Meio Ambiente e Justiça (CHEJ), entre 90% e 98% das dioxinas que os norte-americanos estão expostos vêm de alimentos, como: carne, peixe e produtos lácteos. Os alimentos que contem altos níveis de dioxina são: Carne moída, Queijo azul, Bife de costela, Lombo de cordeiro, Creme de leite, Queijo Creme Suave, Palitos de queijo, Costeletas de porco, Bolonha e Queijo tipo cottage. Para evitar isso é difícil. Mas devemos evitar ao máximo de consumir produtos de origem animal.

  • Atrazina: Os seres humanos não são os únicos afetados por substâncias químicas tóxicas no meio ambiente. No caso do herbicida atrazina, os sapos machos podem se tornar fêmeas como adultos e produzir óvulos viáveis. Em geral todos os animais expostos à atrazina apresentaram quadros de depressão por conta da baixa testosterona, diminuição da fertilidade, comportamento de acasalamento reprimido, inflamação da próstata, tumores de mama e atraso na puberdade. Para evitar a contaminação, compre produtos orgânicos sempre que possível e obtenha um filtro de água certificado para remover a atrazina.

  • Ftalatos: Os ftalatos, freqüentemente chamados de plastificantes, são um grupo de produtos químicos usados ​​para amaciar plásticos e torná-los mais difíceis de quebrar. E mais uma vez, é outro tipo de EDC muito comumente encontrado em nossas casas. A exposição aos ftalatos ocorre devido o contato com cosméticos e fragrâncias, produtos de cuidado pessoal, comida, poeira, cortinas de chuveiro, brinquedos de plástico, massa de modelar, chão de vinil, detergentes, limpador de produtos, embalagens e envelopes para alimentos, persianas e dispositivos médicos. Geralmente, o nosso corpo pode metabolizar e excretar ftalatos rapidamente. Mas como somos expostos diariamente a eles, através da ingestão, inalação ou absorção da pele, os riscos de saúde são muitos. Eles interferem na produção de testosterona, que pode ter efeitos irreversíveis na reprodução masculina, infertilidade (masculina e feminina), contagem de espermatozoides diminuída, testículos que não desceram, pênis e uretra malformados, nascimento prematuro, obesidade, baixo peso de nascimento, agravamento dos sintomas de alergia e asma, câncer, diabetes tipo 2 e anormalidades esqueléticas. Para evitar o seu contato, como muitos outros tipos de EDCs, devemos evitar ao máximo nos expor. Evite recipientes de plástico para alimentos, brinquedos de plástico para crianças, produtos de higiene pessoal que digam “fragrância” como ingrediente, esse termo pode significar phthalates ocultos.

  • Perclorato: O perclorato é um oxidante para fogos de artifício, munições e combustível de foguetes, ele foi encontrado em água potável, no solo e nos cultivos, incluindo os cultivos orgânicos. A presença de perclorato na água potável foi descoberta nos anos 50, mas a pouco tempo os cientistas começaram a examinar suas propriedades toxicas. Em altas concentrações, o perclorato bloqueia a captação de iodo pela glândula tireóide, interrompendo as funções normais da tireóide. O perclorato possui efeitos colaterais, como perda de peso corporal, problemas reprodutivos, provável carcinogênico humano, hipotireoidismo e atrasos no desenvolvimento. Para evitar esses problemas de saúde, procure analisar as taxas de iodo no seu organismo e se está absorvendo o suficiente para o seu corpo. Se você mora perto de um local onde os percloratos estão presentes na água potável, é recomendado a instalação de um filtro de osmose reversa.

  • Retardadores de chama: São produtos químicos adicionados aos colchões e carpetes, para fornecer segurança contra incêndio. Embora muitos retardadores de chama não sejam mais produzidos, eles são persistentes no ambiente. Eles podem permanecer por anos e se acumular no nosso corpo e em animais. Os retardadores de chama causam diversos problemas de saúde, como: ruptura endócrina e tireoidiana, câncer, toxidade reprodutiva, desenvolvimento neurológico prejudicado, menor peso ao nascer, mudanças de comportamento, obesidade e puberdade precoce. A contaminação pelo retardadores de chama são ocorridos quando os produtos químicos passam dos produtos para poeira e ar. A poeira gruda nas mãos e na comida. Muitas crianças, bombeiros e pessoas que trabalham com o retardador de chamas, são mais vulneráveis ​​aos seus efeitos. Para evitar é quase impossível. Mas existem algumas recomendações para reduzir a exposição, como procurar não acumular poeira em casa, limpar com aspirador de filtro HEPA, praticar boa higiene nas mãos, ter um bom sistema de ventilação em casa e comprar produtos para bebês e móveis cheios de algodão, poliéster e lã, em vez de espuma de poliuretano.

  • Chumbo: O chumbo é uma substância tóxica que se acumula em vários sistemas do corpo, como cérebro, fígado, rim e ossos. O envenenamento por chumbo tem sido associado a números problemas de saúde, como: QI baixado, dano cerebral, aborto espontâneo, nascimento prematuro, distúrbios comportamentais, anemia, hipertensão, Insuficiência renal, imunotoxicidade e toxicidade de órgãos reprodutivos. Os danos causados ​​pelo envenenamento por chumbo são irreversíveis. Evite contato com tinta velha à base de chumbo e procure fazer uma alimentação saudável e balanceada para reduzir a absorção de chumbo.

  • Arsênico: Quando falamos de arsênico, podemos citar duas formas de encontra-lo, na forma orgânica e inorgânica. O arsênico orgânico é um composto não-tóxico encontrado naturalmente nos alimentos, como peixes e algas. Ele aumenta os níveis de arsênico no sangue, mas é rapidamente excretado pela urina. Já o arsênico inorgânico é extremamente tóxico, inativando até 200 enzimas, muitas das quais estão envolvidas na replicação e reparo do DNA e nas vias de energia celular. Alguns inseticidas e pesticidas contêm arsênico e são os principais causadores da contaminação do solo e da água. A intoxicação por arsênico pode levar a: vomito, náusea, diarreia, dor abdominal, cólica, salivação excessiva, psicose aguda, erupção cutânea, cardiomiopatia tóxica e convulsões. O envenenamento crônico por arsênico pode levar a doenças envolvendo múltiplos sistemas, e apresentando uma extensa gama de sintomas, alguns dos quais são: hiperpigmentação da pele, câncer de pele, diarreia, vômito, danos nos nervos, aumento do fígado, doença cardíaca, doença blackfoot, mudanças comportamentais, confusão, perda de memória, comprometimento cognitivo, câncer (bexiga, rim, uretral, próstata, etc.), doença pulmonar e diabetes. Para evitar o contato com o arsênico é importante ter água potável. Estudos relataram que os materiais naturais tratados com ferro, como o carvão ativado, foram eficazes na absorção de arsênico da água.

  • Mercúrio: Todos nós estamos sujeitos a exposição ao mercúrio, alguns em níveis mais altos que outros. Um relatório da Rede Internacional de Eliminação de POPs e do Instituto de Pesquisas sobre Biodiversidade descobriu que 84% dos peixes em todo o mundo contem concentrações de mercúrio que excedem as diretriz de consumo da EPA dos EUA. O mercúrio pode ser encontrado em três formas, elementar, inorgânico e orgânico, com diferentes níveis de toxicidade e capacidade de se acumular no corpo. O mercúrio elementar e orgânico são tóxicos para o sistema nervoso e também podem afetar os sistemas digestivo e imunológico. A sua absorção está ligada a problemas de saúde, como: rompimento do ciclo menstrual das mulheres e ovulação, diabetes, perda de memória, depressão, fadiga, delírio, alucinação, gengivite e salivação excessiva, comportamento e mudanças de personalidade, toxicidade renal e disfunção tireoidiana. A exposição ao mercúrio pode ser fatal. Para quem gosta de consumir frutos do mar, algumas opções como salmão selvagem do Alasca, anchovas, peixe-gato, truta de água doce, poleiro do oceano, pollock e peixe branco são boas escolhas.

  • Produtos químicos perfluorados (PFCs): Os compostos usados ​​para fazer manchas, graxa e itens repelentes de água, levam vários anos para quebrar em seu corpo. Ao contrário da maioria dos produtos químicos persistentes, os PFCs se ligam às proteínas em vez das gorduras e podem se acumular no soro, no rim e no fígado. Em um estudo realizado na cidade de Baltimore, nos EUA, 100% de todas as amostras de sangue de cordão umbilical de um recém-nascido deram positivo para produtos químicos. Isso indica que os PFCs podem atravessar a placenta e possivelmente afetar o feto, o estágio mais sensível do desenvolvimento humano. A exposição ao PFC foi associada a: fertilidade reduzida, menor peso ao nascer, maior chance de TDAH, ciclos menstruais irregulares, menor contagem de espermatozóides, colesterol aumentado, ruptura da tireóide, câncer e maior gravidade de alergias. Para evitar, procure praticar boa higiene das mãos para reduzir a ingestão de PFCs do contato com produtos de consumo e poeira. Evite consumir fast foods, alimentos embalados, tratamentos para repelir manchas fluoradas, manchas e roupas repelentes de sujeira, produtos de higiene pessoal com flúor e perfluoro, panelas antiaderentes e pipocas de microondas.

  • Pesticidas organofosforados: Os organofosfatos são pesticidas projetados para atacar o sistema nervoso de insetos. É por isso que eles são tão eficazes. Mas também são extremamente tóxicos para nós. Ao entrar no nosso corpo, os organofosforados inibem uma enzima chamada colinesterase, que quebra a acetilcolina, um neurotransmissor que o sistema nervoso usa para ativar os músculos. Quando isso ocorre a colinesterase não pode funcionar, e a acetilcolina se acumula nos nervos. Em altas concentrações, isso resulta em uma superativação dos nervos e, eventualmente, morte, devido à incapacidade de respirar. Vários estudos demonstraram que a exposição crônica mesmo que de baixo nível pode levar a graves conseqüências para a saúde. Os perigos da exposição crônica a organofosforados são: maior risco de TDAH, vômito, diarreia, dor ocular e visão turva, defeitos de nascença, tumores cerebrais da infância, leucemia, linfoma, QI baixo e atrasos no desenvolvimento reprodutivo. Para evitar procure comprar produtos orgânicos locais sempre que possível.

  • Éteres de glicol: Os éteres de glicol são um grupo de solventes orgânicos usados ​​em vários produtos de limpeza, fluido de freio, tintas e cosméticos. A exposição aguda e de alto nível aos éteres glicólicos pode resultar em narcose, edema pulmonar e danos graves ao fígado e rins. Já a exposição aguda e de baixo nível causa conjuntivite, irritação do trato respiratório superior, dor de cabeça, náusea e opacificação temporária da córnea. A exposição crônica ao produto químico pode levar a fadiga, letargia, náusea, anorexia, tremores e anemia. Estudos em animais mostraram que os éteres glicólicos também podem causar depressão da medula óssea, atrofia testicular, toxicidade no desenvolvimento e imunotoxicidade. Procure evitar produtos que contenham ingredientes como 2-butoxietanol (EGBE) e metoxidiglicol (DEGME).

Este princípio básico da toxicologia tornou-se a base para os padrões de saúde pública em todo o mundo, que nos dias de hoje especificam os limites máximos de concentrações de contaminantes permitidos nos alimentos, na água potável e no meio ambiente.


É importante tomar precauções. Siga as dicas acima para reduzir a sua exposição a EDCs ao máximo possível.



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